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Andar de bicicleta exige cuidados para evitar lesões nos joelhos


Ciclista

Em todo o Brasil, é fácil perceber que o ciclismo é uma modalidade esportiva cada vez mais praticada, seja de forma amadora ou profissional. Andar de bicicleta é um meio de locomoção, pode ajudar a reduzir o estresse,  a favorecer o emagrecimento e evitar doenças. Mas, ao mesmo tempo, a falta de conhecimentos e excessos na prática do esporte podem prejudicar a saúde dos joelhos, levando a problemas, como condropatia patelar – um desgaste da cartilagem da patela, que é um dos tipos de lesões mais comuns nas pessoas que andam de bicicleta com frequência, informa o Dr. Paulo Henrique Araujo (CRM-DF 13519), cirurgião ortopedista especializado em trauma ortopédico e cirurgia de joelho, membro das Sociedades Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), de Cirurgia de Joelho (SBCJ), de Trauma Ortopédico (SBTO), Sociedade Latinoamericana de Artroscopia de Joelho e Trauma Desportivo (SLARD) e International Society of Arthroscopy, Knee Surgery (ISAKOS).

De acordo com o ortopedista, durante a prática do ciclismo os joelhos realizam movimentos cíclicos de flexão e extensão (esticar e dobrar) que levam a patela a subir e descer em contato com a tróclea (região do fêmur onde a patela entra e se articula). “Em qualquer situação, quando o joelho fica dobrado além de 40 graus, a patela passa a fazer contato com uma região do fêmur chamada tróclea e faz pressão na cartilagem que reveste estas duas estruturas: patela e tróclea. Então, quanto maior o grau de flexão do joelho, maior é a pressão que recai sobre a cartilagem destas estruturas, o que pode levar à lesão”.

Isso ocorre, principalmente, quando o ciclista posiciona o selim da bicicleta numa altura muito baixa, posição que faz com que os joelhos tenham graus altos de flexão, além dos 40 graus, promovendo um aumento da carga (força de atrito) que passa na articulação patelo-femoral desgastando a cartilagem desta região. Além disso, quando o ciclista realiza esforços maiores, como numa subida, a pressão que passa na articulação patelo-femoral aumenta ainda mais, contribuindo para o desgaste articular. “Na prática de qualquer tipo de esporte, os maiores riscos de lesões acontecem nos momentos de esforços constantes. No caso do ciclismo, os extremos de esforço podem aumentar em demasia as pressões que atuam nas cartilagens articulares femoro-patelares e também imprimir carga nociva nos tendões do quadríceps e da musculatura posterior da coxa, estimulando o aparecimento de tendinites”, destaca ele.

Equipamentos

 

Importância do equipamento

Dr. Paulo H. Araujo  explica “os ciclistas profissionais pedalam com mais frequência e têm carga de treinamento elevada mas, por outro lado, apresentam um  preparo físico mais adequado, que minimiza os riscos de lesão. Eles também utilizam equipamentos modernos e leves, o que diminui a carga que passa pelo joelho e os  riscos de lesão. Pessoas que praticam o esporte por contra própria estão mais expostas aos riscos por não observarem a técnica correta de pedalar e porque não preparam a musculatura de forma adequada.  Além disso, o equipamento dos amadores não possuem toda a tecnologia disponível e leveza, quando comparado aos profissionais”, ressalta ele.

 

Tratamento

O tratamento para lesões no joelho deve ter avaliação adequada e individual, considerando-se o equipamento utilizado pelo ciclista e a técnica de pedalada. “Quando se identifica alguma inconformidade, esta deverá ser corrigida. Problemas como altura do selim ou alinhamento dos joelhos em relação aos pés durante o movimento cíclico de pedalada são exemplos de potenciais problemas na prática da atividade física. Além disso, deve-se buscar o equilíbrio da musculatura da coxa e panturrilha com adequação da força e alongamentos musculares”, ressalta.

 

Benefícios do ciclismo

O movimento cíclico que se observa na pedalada é saudável, na maioria das vezes, já que estimula a renovação das células articulares e promove a distribuição do líquido sinovial, que lubrifica e nutre células cartilaginosas por todo o joelho. Desta forma, se não houver carga e o selim estiver posicionado na altura correta a bicicleta pode ser utilizada na recuperação de lesões no joelho. Outro aspecto que pode ser explorado na recuperação de lesões com o uso da bicicleta é o ganho de amplitude de movimento dos joelhos, alternando a altura do selim, mais baixo e mais alto.

 

 

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