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Archive for 07/12/2011

Sonho pode apagar memórias negativas


Qual a receita para apagar uma memória dolorosa? O tempo, claro –incluindo o tempo gasto no sono e nos sonhos. É o que sugere uma pesquisa da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA).

De acordo com os cientistas, os processos químicos cerebrais durante o sonho ajudam a filtrar as experiências emocionais negativas.

Arte

É na fase de sonhos do sono, conhecido como REM (sigla inglesa para “rapid eye movement”, ou movimento rápido do olho), que o cérebro trabalha as experiências emocionais. Essa fase equivale a 20% de uma noite.

O estudo dos EUA contou com 34 jovens saudáveis, divididos em dois grupos.

Metade viu 150 imagens “fortes” na parte da manhã e à noite -eles ficaram acordados entre as sessões. A outra metade dormiu uma noite entre as visualizações (veja infográfico acima).

Os pesquisadores observaram que aqueles que dormiram entre as visualizações relataram uma reação emocional melhor às imagens.

Além disso, exames de ressonância magnética dos participantes enquanto dormiam mostraram uma redução na atividade da amígdala (região cerebral que processa as emoções) no sono profundo.

REM

“Esse é o resultado mais interessante do trabalho. Não havia ainda uma relação comprovada entre sono REM e redução da atividade da amígdala”, analisa o neurocientista Sidarta Ribeiro, da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte).

Os resultados sinalizam a importância do sonhar. “O estágio do sonho é uma espécie de terapia durante a noite”, explica Matthew Walker, principal autor do estudo que está na “Current Biology”.

O trabalho também indica porque as pessoas com estresse pós-traumático, como veteranos de guerra, sofrem com pesadelos.

A “terapia noturna” não funciona direito em pessoas traumatizadas, pois o sono REM costuma ser interrompido recorrentemente.

Ao dormir, a pessoa revive o trauma porque a emoção não foi devidamente arrancada da memória no sono.

Os pesquisadores também registraram a atividade do cérebro dos participantes enquanto eles dormiam, usando eletroencefalograma.

Durante o sono REM, a atividade cerebral diminui. Isso indica que a queda de estresse no cérebro ajuda a processar as reações emocionais às experiências do dia.

“Durante o sono REM há uma diminuição dos níveis de norepinefrina, um neurotransmissor associado ao estresse”, explica Walker.

Os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley têm trabalhado há algum tempo ligando o sono ao aprendizado, à memória e à regulação do humor. Mas ainda não há um consenso científico sobre a função do sonho na saúde das pessoas.

Até a publicação de “A Interpretação dos Sonhos”, de Sigmund Freud, concluída no final do século 19, os sonhos eram vistos como premonições ou eram relacionados a problemas digestivos.

Freud lançou a ideia de que o sonho tinha uma ligação com o processamento inconsciente das emoções.

“Hoje, fazemos trabalhos que têm a ver diretamente com o que Freud estudou, mas de maneira mais aprofundada”, explica Ribeiro.

Fonte:Folha

Enviado pelo servidor Nelson Adelino Pereira da Supervisão Técnica de Manutenção/CPO

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GCM flagra descarte ilegal de entulho no Parque Bristol


O motorista de um caminhão que jogava entulho na avenida Pedroso e o condutor de um carro que também praticava a ação ilegal na rua Professor Artur Primavesi – ambos no Parque Bristol, região do Ipiranga – foram detidos e conduzidos à Delegacia de Polícia de Proteção à Cidadania. Os veículos foram apreendidos. O flagrante ocorreu na quarta-feira, dia 30. Os infratores serão multados no valor de R$ 12 mil cada um e responderão por crime ambiental.
Os guardas civis elaboraram a notificação sobre descarte irregular de entulho, que foi encaminhada à subprefeitura local, à Secretaria do Verde e do Meio Ambiente e ao Departamento de Limpeza Urbana (Limpurb).

CAMPANHA EDUCATIVA
A Guarda Civil Metropolitana promove desde outubro uma campanha educativa de conscientização e de responsabilização em algumas vias da região central da Cidade e em locais com pontos de descarte irregular.
Já houve a abordagem de 4.090 pessoas, que receberam folhetos explicativos com conteúdo que conscientiza e orienta a população para não
descartar resíduos irregularmente.
O folheto contém esclarecimentos e telefones para que o munícipe tire dúvidas sobre entulho, fogo em lixo, colocação de lixo em local e horário irregulares, contratação de caçambas, além de transporte incorreto de detritos.
Até o momento, foram expedidas 111 notificações, das quais 40 em áreas de proteção ambiental e 71 em outros pontos da Cidade. Essas notificações geram multas de até R$ 12 mil. Com base na portaria intersecretarial de 2011, os agentes das secretarias municipais de Serviços e de Segurança Urbana e a Guarda Civil Metropolitana fiscalizarão 1.828 pontos vulneráveis ao descarte no Município.
O cidadão pode denunciar a ocorrência de descarte irregular de resíduos sólidos em sua região pelos telefones 153 da Guarda Civil, 156 da Prefeitura, 0800-727-0211 da Limpurb e 190 da Polícia Militar.

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Dengue ameaça férias na praia


Cidades do litoral paulista e destinos populares do Nordeste nas férias, como Porto Seguro, na Bahia, e Maceió, em Alagoas, estão entre os municípios em situação de alerta ou risco de surto para dengue neste verão. Ao todo, 58% das 561 cidades brasileiras analisadas pelo Ministério da Saúde se encontram em uma dessas duas condições, segundo dados divulgados ontem pela pasta. Em 2010, o índice era de 48%.

Padilha: 'Se nada for feito agora, a tendência é ter uma infestação ainda maior' - Beto Barata/AE
Beto Barata/AE
Padilha: ‘Se nada for feito agora, a tendência é ter uma infestação ainda maior’

O mapeamento do Ministério da Saúde, chamado Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), foi feito com base em dados de outubro e novembro. Áreas onde menos de 1% dos domicílios visitados apresentavam criadouros do mosquito transmissor foram consideradas em situação satisfatória.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que o mapeamento dá uma ideia da presença dos focos do mosquito no País. Mas ressaltou que outros fatores são decisivos para que uma epidemia se instale. Segundo ele, cidades em situação de risco devem “trabalhar muito” para reduzir os índices até janeiro, mês da próxima avaliação. “Se nada for feito agora, a tendência é ter uma infestação ainda maior.”

Em âmbito nacional, 48 cidades apresentam risco de surto – o dobro do que foi apontado no ano passado e o equivalente a 8,55% dos municípios analisados. Em 2010, havia 24 cidades de maior risco – 6,48% das 370 cidades pesquisadas naquele ano. No Estado de São Paulo apenas Catanduva, a 387 km da capital, faz parte dessa categoria, mas há outras 13 cidades paulistas em situação de alerta, três no litoral.

O litoral paulista chama a atenção porque duas de suas três cidades em alerta para a dengue em 2011 não estavam nessa situação no verão passado. Em São Vicente, na Baixada Santista, por exemplo, o índice de domicílios com criadouros do Aedes passou de 0,1% para 1,4% de 2010 para 2011. Guarujá, que já estava em situação de alerta em 2010, permanece na mesma condição. Também no litoral Norte há um foco problemático: em Caraguatatuba o índice cresceu de 0,5% para 1,2% em um ano.

Para o viajante que escolheu as praias do Nordeste como destino a situação também pede atenção. Dos 284 municípios do País em estado de alerta ou em risco de surto, 161 se localizam nessa região. Estão nessa categoria destinos populares, como Porto Seguro, Salvador, Ilhéus e Itabuna, na Bahia, além de Maceió e Maragogi, em Alagoas, e São Luís, no Maranhão.

Uma forma de minimizar o risco de picadas, dizem os médicos, é caprichar no repelente e observar alguns hábitos do Aedes. “O mosquito da dengue tem hábitos diurnos. Mas, quando as pessoas vão para o litoral, buscam justamente o sol e as atividades ao ar livre. Portanto, para evitar as picadas de inseto, só nos resta o uso de repelentes”, diz o médico Rodrigo Angerami, especialista em dengue e coordenador da Sociedade Paulista de Infectologia.

É indicado, ainda, o uso de mangas compridas e a proteção de tornozelos e joelhos. Outra dica é evitar horários em que a fêmea do mosquito costuma circular: pela manhã e no final da tarde. Mas Angerami diz que a principal forma de se proteger ainda é evitar a proliferação do mosquito. “É mais do que uma questão de proteção individual. É preciso conscientizar a população de que cuidar de seu espaço é também cuidar do espaço coletivo”.

PROTEÇÃO

Evite horários em que a fêmea do mosquito costuma circular: pela manhã e no final da tarde. Mas atenção: esses são, também, os períodos indicados para se expor a um sol menos agressivo

Use repelentes, que podem ajudar a afastar o mosquito. O produto não deve ser aplicado em crianças menores de dois anos de idade

Usar mangas compridas ajuda a proteger áreas suscetíveis, como os cotovelos. Também é indicado proteger áreas específicas, como tornozelos e joelhos

SINAIS DE ALERTA

Antes dos sintomas clássicos, como febre súbita e alta, machas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações e atrás dos olhos, podem surgir sinais de alerta que devem motivar a ida ao médico: dor intensa na barriga, sinais de desmaio, náusea, falta de ar, tosse seca, fezes pretas e sangramento

Fonte:Estadão

Enviado pelo servidor Nelson Adelino Pereira da Supervisão Técnica de Manutenção/CPO

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Aneurismas: maioria está ligada ao fumo


A cada 3 casos da doença, 2 ocorrem em tabagistas, indica análise da pasta estadual da Saúde

SÃO PAULO – Dois em cada três casos de aneurisma cerebral estão ligados ao tabagismo, segundo um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde obtido pelo JT. A análise leva em conta 250 pacientes atendidos nos últimos dois anos na capital por meio do serviço de neurocirurgia do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Do grupo analisado, 155 pacientes, 62% do total, fumavam regulamente quando apresentaram o problema, caracterizado pela dilatação anormal de uma artéria cerebral, que pode se romper, provocar hemorragia, e levar à morte.

O tabaco ataca a parede dos vasos sanguíneos do cérebro. “Já existem estudos provando essa relação, mas não tínhamos ideia de que a porcentagem de tabagistas seria tão alta”, revela o coordenador do serviço de neurocirurgia vascular do Hospital de Transplantes, Sérgio Tadeu Fernandes. Segundo ele, o cigarro destrói uma proteína elástica (elastina) presente na parede das artérias, tornando-as mais frágeis.

Além de mais vulneráveis ao aneurisma, os fumantes tendem a desenvolver a forma mais agressiva da doença. “Quem fuma e tem aneurisma corre um risco 10 vezes maior de que esse aneurisma sofra uma ruptura”, diz Fernandes. O dado é preocupante porque tem relação com a mortalidade causada pela doença: 12% dos pacientes que têm hemorragia cerebral morrem antes de chegarem ao hospital.

Fernandes afirma que, segundo a literatura médica, passados trinta dias após o rompimento do aneurisma, até 50% dos pacientes apresentarão sequelas que impedirão a volta à rotina normal – dificuldades motoras, paralisias, problemas de fala, alterações de força, além de déficit de linguagem e cognição estão entre as principais.

Elaine Dantas Figueiredo, de 32 anos, teve sorte. Foi operada em outubro, após o rompimento de seu aneurisma, mas conseguiu se recuperar totalmente. No caso dela, o sucesso é dobrado: está no sexto mês de gravidez (veja abaixo). Seu desafio, agora, é abandonar o fumo, vício que carrega desde os 12 anos. O problema, dizem os médicos, é que o cigarro está ligado ao surgimento de novos casos também em pacientes que já trataram a doença.

Os médicos caracterizam o aneurisma cerebral como “traiçoeiro” já que, na maioria dos casos, só apresenta sintomas quando a artéria acometida se rompe. “A pessoa não se percebe doente, apesar de ter uma artéria doente. Quando ocorre a ruptura, há o extravasamento de sangue e o paciente tem uma dor de cabeça súbita e aguda. Naquele momento, descreve a pior dor de cabeça de sua vida”, explica Fernandes. Náuseas e vômitos também são sintomas possíveis.

A pesquisa também apontou que 80% dos pacientes atendidos são, assim como Elaine, mulheres. Alguns especialistas investigam a ligação da doença com alterações hormonais próprias do organismo feminino. Sabe-se, também, que elas têm vasos sanguíneos mais delicados e sinuosos em relação aos homens. Mas, além do cigarro, há outros fatores de risco para a doença: hipertensão, diabete, aumento do colesterol e triglicérides, consumo de álcool, além de malformação congênita das artérias.

Atualmente, muitos aneurismas são descobertos por acaso, em check-ups ou exames pedidos por conta de outros problemas, diz o neurologista Antonio Cezar Galvão, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. Segundo ele, cerca de 5% da população tem a doença, mas a maioria não é detectada nem mesmo nos exames.

Galvão afirma que o rastreamento da doença é indicado quando há múltiplos aneurismas em um paciente, fator que indica uma tendência familiar para a doença. Nesses casos, é recomendada uma investigação nos familiares. O exame próprio para a detecção é a angiografia por tomografia ou ressonância magnética.

SAIBA MAIS 

OPÇÕES DE TRATAMENTO

Cirurgia convencional:

Com a abertura do crânio, o médico faz a clipagem e a cauterização do aneurisma

Cirurgia endovascular:

Indicada para pacientes que têm contraindicação para a cirurgia tradicional. A partir de uma incisão feita na virilha, o material cirúrgico entra por uma artéria e, por meio de cateterismo, e é levado até o local do aneurisma, onde estanca o sangramento

Cirurgia endovascular feita com stent: 

Ainda em experimentação, a técnica foi usada pela primeira vez em agosto, no Paraná. Com o cateterismo, um stent é levado para o local do problema. Esse stent barra a conexão entre o aneurisma e a artéria, levando à regressão do aneurisma, que deixa de receber sangue

FATORES DE RISCO

Tabagismo, hipertensão, diabete, aumento do colesterol e de triglicérides, consumo de álcool, malformação congênita das artérias

EM NÚMEROS 

MAIS COMUM EM MULHERES, DOENÇA TEM ELEVADO POTENCIAL INCAPACITANTE 

10 Vezes 

Mais risco de o aneurisma cerebral estourar é o índice esperado para tabagistas que têm a doença

12 Por cento 

Das pessoas que passam pela hemorragia cerebral após o rompimento morrem antes mesmo de chegarem ao hospital

50 Por cento

Dos pacientes atendidos após o rompimento do aneurisma podem ficar com sequelas que impedem o Retorno às atividades normais

80 Por cento

Dos pacientes acometidos pela doença são mulheres, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde

Cigarro não causa apenas câncer’

Cerca de um terço dos pacientes tabagistas voltam a fumar depois da operação contra o aneurisma cerebral, segundo o neurologista Sérgio Tadeu Fernandes, do Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo. Ele afirma que os indivíduos com a doença se surpreendem quando descobrem que o cigarro contribuiu para o quadro.

“As pessoas têm de entender que, quando se fala do tabagismo, o problema não é só o câncer de pulmão. O cigarro é extremamente nocivo à saúde e provoca outros tipos de câncer, além de enfarte, isquemia, formação de aneurismas, amputações”, enumera.

Mesmo com motivos muito fortes para abandonar o cigarro, Eliana Dantas Figueiredo, de 32 anos, ainda não conseguiu parar de fumar. No sexto mês de gravidez e recuperando-se de uma cirurgia para tratamento de aneurisma cerebral, agora ela já sabe que o vício, mantido desde os 12 anos, contribuiu para o surgimento da doença.

“Ainda estou na luta. Tenho de parar, mas parece quase impossível. Acho que o corpo pede nicotina. A sensação parece a de quando a gente está com sede e não pode beber água”, explica.

O início das intensas dores de cabeça de Eliana coincidiram com a notícia de que estava grávida. Ela passou por dois hospitais com crises fortes de dor, mas a detecção do aneurisma demorou cerca de três meses para ocorrer. Chegou a ficar um mês internada, mas os médicos hesitaram durante um tempo em fazer a angiografia por causa da gestação.

Quando o diagnóstico finalmente foi concluído, Eliana foi informada de que a cirurgia convencional era a única solução para seu caso. “Por incrível que pareça, eu não senti medo. Vi na cirurgia a solução para a minha vida. Depois que acordei da anestesia, não senti mais dor”, lembra.

Agora, Eliana aguarda novos exames para confirmar se o procedimento não afetou a saúde do bebê. Casos como o dela, em que o rompimento do aneurisma não traz sequelas, são raros.

Fonte:Estadão

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Exposição Brincando com Arte – Última Semana‏


 

Enviado pelo servidor Nelson Adelino Pereira da Supervisão Técnica de Manutenção/CPO

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Senado aprova novo Código Florestal


Dos cerca de 900 mil km2 de vegetação nativa desmatada em APPs e áreas de Reserva Legal, uma terça parte poderá ser recuperada ou compensada

BRASÍLIA – Após uma intensa negociação de última hora, o Senado aprovou nesta terça-feira, 6, por 59 votos a favor e 7 contra, a reforma do Código Florestal. O acordo permite o avanço da produção de camarões em parte das áreas de manguezais do País, além de prever a recuperação de parte das áreas desmatadas, sobretudo às margens de rios. O texto final não agrada integralmente nem ruralistas nem ambientalistas, mas já conta com o aval do governo.

“Velhas teses dos dois lados foram abandonadas, mitos caíram”, comentou a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente), que participou dos bastidores do acordo.

A expectativa é que o texto seja votado no plenário da Câmara na próxima quinta-feira, encerrando, assim, um debate que se arrasta há 13 anos.

O lobby dos produtores de camarão foi forte. Pelo acordo selado, eles poderão ampliar sua atividade por até 10% das áreas dos chamados apicuns da Amazônia e 35% dessas áreas no Nordeste. A produção de sal também ficou liberada nesses limites.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Camarão, Itamar Rocha, defendia a liberação completa da atividade, conforme previa texto aprovado pela Câmara, mas comemorou o acordo. O negócio movimenta R$ 1 bilhão por ano. A intenção do setor é ampliar em até 50 vezes a área de cultivo.

A proposta aprovada nesta terça-feira é um meio termo entre o que os dois blocos defendiam. Dos cerca de 900 mil km2 de vegetação nativa desmatada em Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal, uma terça parte poderá ser recuperada ou compensada, de acordo com as novas regras em discussão.

O relator Jorge Viana (PT-AC) estima que o novo código exigirá a recuperação de cerca de 20 mil km2 de vegetação nativa por ano, nos próximos 20 anos. Os números não são precisos, porque dependem de informações do futuro Cadastro Ambiental Rural, que todos os produtores rurais ficarão obrigados a preencher no prazo de um ano, prorrogável por mais 12 meses.

Pelo texto, ficam mantidas para o futuro as atuais regras de proteção da vegetação nativa num porcentual de 20% a 80% das propriedades privadas do País, dependendo do bioma. Também são mantidas para o futuro as regras de proteção das APPs, de 30 metros a 500 metros às margens de rios, dependendo da largura.

Recuperação. Foi aprovado ainda que pequenos produtores, com imóveis até 4 módulos fiscais (de 20 a 400 hectares, dependendo do município) terão condições especiais de recuperação da área desmatada, a começar pela dispensa de recomposição da reserva legal. Nas APPs, os pequenos terão de recompor de 15 metros a 100 metros às margens de rios.

A estimativa é de que o benefício alcançará 88% dos estabelecimentos rurais do País ou cerca de 4,5 milhões de imóveis, que ocupam pouco mais da quarta parte da área ocupada pela agricultura ou pecuária.

Imóveis desmatados até 2008 poderão regularizar a ocupação mediante regras que serão definidas pela União e detalhadas pelos Estados a partir de um ano após a aprovação da reforma do Código Florestal.

Novos desmatamentos ficam autorizados pelo texto aprovado, mediante licença e somente no limite da reserva legal das propriedades e em Áreas de Preservação Permanentes, desde que por utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental.

Enviado pelo servidor Nelson Adelino Pereira da Supervisão Técnica de Manutenção/CPO

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“SP vai se livrar das enchentes no mínimo em 2040” – O Estado de S.Paulo


É o que diz plano municipal de drenagem; proposta é reduzir verba de piscinões e priorizar investimento em seis bacias problemáticas

BRUNO PAES MANSO – O Estado de S.Paulo

São Paulo só vai conseguir acabar de vez com enchentes em 2040. Essa é a meta principal do Plano Municipal de Manejo de Águas Pluviais da Prefeitura, que deve ficar pronto no ano que vem, para as seis bacias hidrográficas que mais alagam em um total de 60.

As campeãs de inundações, que devem receber investimentos, são as Bacias do Aricanduva e do Cabuçu de Baixo (afluentes do Rio Tietê), do Ipiranga (afluente do Tamanduateí) e Córrego Verde, Morro do S e Córrego Cordeiro (afluentes do Rio Pinheiros).

O objetivo do plano é garantir a essas regiões “grau de proteção hidrológica correspondente a 100 anos”. O termo técnico, usado na Engenharia, é feito com base nas chuvas que caíram na cidade no último século. Ter esse grau de proteção significa que, após investimentos, as regiões passam a correr o risco de inundar uma vez a cada 100 anos.

A meta para as enchentes foi apresentada ontem pelo secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, no seminário Recursos Hídricos, Saneamento e Gestão Metropolitana – Novos desafios, organizado pelo Instituto de Engenharia (IE).

“Cem anos é um nível de proteção alto, mas importante para uma cidade com o grau de desenvolvimento de São Paulo. No Japão, esse grau de proteção chega a 200 anos”, explica Luiz Fernando Orsini Yazaki, coordenador adjunto do plano municipal.

Orsini explica que as bacias foram escolhidas pela gravidade das enchentes. Mas ainda falta sacramentar a decisão e há chance de investimentos serem aplicados em outras bacias.

Piscinões. Outra novidade prevista, que também deve fazer parte da proposta do 3.º Plano de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê, voltado para a Região Metropolitana de São Paulo, é a diminuição de investimentos nos piscinões – principal alternativa usada nas duas primeiras versões do Plano de Macrodrenagem para evitar as cheias.

Segundo Orsini, os técnicos que trabalham no setor encontraram duas restrições principais aos piscinões. Uma delas é a resistência dos vizinhos à obra. Eles reclamam de sujeira e desvalorização dos imóveis. O segundo problema é que faltam terrenos disponíveis para abrigar essas obras.

As novas apostas são nos parques lineares ao longo dos rios, para evitar a ocupação das várzeas, além de obras nas próprias calhas dos rios para diminuir a vazão das águas, como degraus e orifícios. Também está previsto definir no zoneamento as regiões inundáveis. São casos em que a população que mora na beira do rio tem de ser removida”, explica João Jorge da Costa, do IE, um dos coordenadores do plano de macrodrenagem.

Enviado pelo servidor Nelson Adelino Pereira da Supervisão Técnica de Manutenção/CPO

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